Fluxo de caixa indireto

Fluxo de caixa indireto

O fluxo de caixa indireto, também conhecido como método indireto, é usado para avaliar os impactos do caixa de algum tipo de negócio.

Ele é feito a partir do lucro líquido e por isso necessita de um ajuste nas variações que afetam o caixa.

Normalmente, a demonstração do fluxo de caixa modelo indireto é feito com base nas variações das contas do seu balanço.

Isso acaba evidenciando nas alterações no giro do seu negócio que pode, por sua vez, aumentar ou diminuir o seu caixa.

Com essas informações você já pode fazer seu fluxo de caixa indireto. Veja abaixo como é simples:

 

Para que você entenda melhor, no exemplo da tabela a depreciação do lucro líquido foi excluída, mas fique tranquilo, isso não irá ter efeito no caixa.

Logo após isso, são verificadas as contas do balanço, que estão relacionadas com contas de DRE (Demonstração do Resultado do Exercício).  

As estruturas de fluxos de caixa direto e indireto acabam se diferenciando ao decorrer das atividades operacionais.  

No fluxo de caixa é possível identificar o total de cada entrada e saída.

Já no fluxo de caixa indireto, essas informações são evidenciadas nas variações das contas.

Método indireto da demonstração dos fluxos de caixa

O fluxo de caixa indireto é aplicado no método indireto de demonstração. Para entender isso melhor, vamo usar o exemplo de uma revenda de carros.

Vamos tomar como base o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultados em 30/06/2013.

Depois disso, vamos converter os números de Competência em números de Caixa.

Com isso em mãos, a Demonstração de Resultados indica que o Lucro Líquido em seis meses foi de R$ 160.400.

Enquanto isso, a Demonstração dos Fluxos de Caixa apresenta um Fluxo de Caixa operacional líquido de R$ 522.700.

Para que tudo fique correto, precisamos compensa a diferença de R$ 362.300.

O passo a passo

O primeiro a se fazer, é associar as contas do Balanço Patrimonial com as contas da Demonstração dos Fluxos de Caixa.

Depois, é preciso fazer a adição e a subtração do lucro líquido para descobrir o fluxo de caixa operacional no formato líquido.

Nesta explicação em específico, será trabalhada o balanço do início do período, onde todos os saldos estão zerados.

Subtraindo R$ 20.000 de lucro líquido referente ao acréscimo da conta clientes de peças.

Essas vendas a prazo foram computadas na apuração do resultado, mas o dinheiro não chegou a entrar no caixa.

Após isso, somamos R$ 60.000 ao lucro líquido que se refere ao aumento de salários e demais encargos.

Essas despesas foram computadas na apuração do resultado, mas o dinheiro não saiu do caixa.

Método direto x método indireto

Método direto: Vantagens

Uma das principais vantagens do método indireto de fluxo de caixa é que apresenta um baixo custo.

Para trabalhar com ele, basta usar dois balanços patrimoniais: um do início e um do final do período.

Além dessas duas coisas, você vai precisar da demonstração de resultados e de algumas informações adicionais obtidas na contabilidade.

A demonstração direta ainda pode conciliar o lucro contábil com o fluxo de caixa operacional líquido.

Esta parte acaba mostrando como se compõe a diferença, o que torna o caixa direto uma estratégia bem vantajosa.

Método Indireto: Desvantagens

Uma das desvantagens do método de fluxo de caixa indireto é o tempo para gerar as informações pelo regime de competência e só depois converter em regime de caixa.

Se o método indireto for feito apenas uma vez por ano, é bem possível que você tenha surpresas bem desagradáveis.

Então, se em algum momento houver a interferência fiscal na contabilidade oficial, o fluxo indireto irá eliminar apenas uma parte disso.

Método Direto: Vantagens

O uso do método direto de fluxo de caixa cria boas condições para que a classificação dos recebimentos e pagamentos siga critérios técnicos e não fiscais.

Ele permite ainda permite que o costume de administrar pelo caixa seja feito mais rapidamente no seu negócio.

Juntamente disso, as informações do caixa ainda podem estar disponíveis diariamente.

Método Direto: Desvantagens

Em relação às desvantagens, o fluxo de caixa direto acional um custo para classificar os recebimentos e pagamento.

Além disso, ele ainda indica itens de resultados sob o regime de caixa ao invés da competência.

Isso pode sugerir que os fluxos líquidos operacionais é uma medição de desempenho que o resultado contábil, que é por competência.

Nomenclaturas dos processos  

Agora que a dúvida sobre o fluxo de caixa direto foi desvendada,está na hora de você aprender sobre algumas nomenclaturas que podem aparecer no dia a dia do seu negócio.

Mesmo que você não seja o responsável pelo financeiro, é bom que tenha um conhecimento sobre os processos.

Afinal de contas, conhecimento sobre nunca é demais.

Confira abaixo algumas nomenclaturas que podem ajudar você a entender melhor o fluxo de caixa indireto!

Balanço Patrimonial

O balanço patrimonial é um relatório contábil gerado depois do registro das movimentações do seu negócio em um determinado período.  

Todos esses registros são os dados contábeis, que constam no livro caixa do local.

Tudo que estiver no balanço patrimonial irá informar a situação patrimonial do estabelecimento, que são os bens, direitos e obrigações.

Sem contar que este processo organiza e classifica as informações em blocos. Assim, todas as informações contábeis ficam muito mais fáceis de serem analisadas.

Demonstração de Resultados

A Demonstração de Resultados, também conhecido como DRE, é um tipo de demonstração com foco em informações financeiras para a formação de resultado líquido, ou seja, do lucro ou prejuízo resultante da operação.

A formação do resultado é feita através da definição das receitas, os lucros e despesas conforme o Regime de Competência de Contas.

Como é a estrutura da DRE?

O  DRE resumo financeiro  composto pelos resultados operacionais e não operacionais de um estabelecimento.

E para formar a estrutura dele, é preciso seguir uma lógica de etapas compreendendo o resultado bruto, operacional, não operacional e líquido.

Veja um DRE em formato resumido:

  • Receita Bruta;
  • (-) Deduções e abatimentos;
  • (=) Receita Líquida;
  • (-) Custo de produtos vendidos (CPV ) ou Custos de mercadorias vendidas (CMV);
  • (=) Lucro Bruto;
  • (-) Despesas com Vendas;
  • (-) Despesas Administrativas;
  • (-) Despesas Financeiras;
  • (=) Resultado Antes IRPJ CSLL;
  • (-) Provisões IRPJ E CSLL;
  • (=) Resultado Líquido.

Regime de Competência de Contas

O Regime de competência funciona como um registro de lançamentos contábeis, que é feito sempre no no período de competência da receita ou despesa realizada.

Se uma empresa fez uma despesa no mês de junho para pagar apenas em agosto, por exemplo, o registro será feito em junho, sendo este o mês de competência da despesa.

Este termo significa que, independente da data do pagamento ou de recebimento dos valores monetário, ela ainda assim será registrada na data e no mês exato da transação.

A importância do fluxo de caixa

O fluxo de caixa deve o seu aliado, então dê a atenção que este processo merece.

Embora parece algo complicado, esta é uma ferramenta bem simples e que ajuda a deixar o seu restaurante mais eficiente, já que auxilia no planejamento financeiro.

Sem contar que ainda fornece informações para as tomadas de decisões e também permite analisar como o local desenvolve a política de captação e aplicação de recursos.

O Fluxo de Caixa é feito a partir do levantamento de informações conhecidas e projetadas.

Isso resulta na demonstração visual de todas as entradas e saídas de recursos financeiros distribuídos numa linha de tempo futuro.

É justamente por meio do fluxo de caixa que você consegue avaliar ainda melhor o momento de os alimentos devem ser repostos no estoque, por exemplo.

A projeção do fluxo de caixa pode ser realizada de forma diária, mensal, trimestral ou anual, e para isso não são necessários grandes investimentos em tecnologias.

Quem preferir pode sim fazer nas boas e velhas planilhas do Excel ou pode contratar um software de gestão para restaurantes, como a Saipos.

Seja lá qual o seu método para controlar o fluxo de caixa, não deixe de fazer esta tarefa!

Crie o hábito de verificar, analisar e registrar tudo e qualquer movimento financeiro na primeira hora do seu dia de trabalho.

Como fazer o fluxo de caixa?

Agora que você já sabe a importância do fluxo de caixa e já conhece o fluxo de caixa indireto, deve ficar atenção com alguns pontos importantes.

Tudo isso parece muito básico, mas nem todo mundo considera as informações abaixo.

Mesmo que você seja um expert no assunto, não deixe conferir esses detalhes. Cada um deles deve estar presente na sua planilha para que tudo funcione bem.

Veja agora como fazer o fluxo de caixa corretamente no seu negócio!

Saldo inicial: valor já existente no caixa no início do dia. Ele é composto por dinheiro, cheques pré-datados, saldos bancários etc.

Entradas de caixa: as entradas correspondem às vendas à vista e outros tipos de  recebimentos, como: duplicatas, cheques pré-datados e faturas de cartão de crédito.

Saídas de caixa: são todos os tipos de pagamentos de fornecedores, pró-labore, salários, aluguéis, impostos, água, energia elétrica, telefone e afins.

Saldo final de caixa: esta nomenclatura corresponde ao valor obtido a partir da soma do Saldo inicial, mais Entradas de caixa, diminuído das Saídas de caixa.

Então, o Saldo final de caixa deste período será o Saldo inicial do período seguinte.

Baixe a Planilha de fluxo de caixa diário