Subway quer delivery próprio para não ser ofuscado

Conteúdo Gazeta do Povo- Diferentemente de seus concorrentes, o foco do Subway no Brasil em 2019 não é a expansão física, mas o aumento da rentabilidade de seus 1.216 franqueados.

Para isso, dois dos principais desafios são renegociar e melhorar a rede de fornecedores e criar soluções que reduzam a ociosidade ou mesmo potencializem a capacidade já instalada das mais de 1,9 mil unidades da marca no país.

A grande maioria das novas unidades abertas no país é, normalmente, de empresários que já são franqueados da marca e o investimento não é pequeno: de R$ 300 mil a R$ 600 mil, dependendo do tamanho da operação.

Em média, o retorno desse investimento tem chegado em dois anos, mas esse tempo já foi menor em tempos de maior bonança. Por isso é tão importante trabalhar para o aumento dos resultados desses parceiros.

Um dos projetos em andamento nesse sentido é o desenvolvimento de uma plataforma própria de delivery, que valorize a marca e a experiência do cliente com os produtos.

Embora a rede esteja atrasada nessa área em relação aos concorrentes, não há pressa para se entrar na onda delivery.

Ainda que, em algumas praças, o serviço possa ter como parceiros os aplicativos mais populares do nicho, eles não estão em todos os lugares em que a rede está presente.

Além disso, o objetivo do Subway é valorizar a marca também neste canal. “A marca vai ter uma estrutura de delivery própria para atender seus franqueados (…) Não queremos ser apenas mais uma opção no menu de um aplicativo”, disse o country head da rede no Brasil, Michel Machado.

Ele assumiu a função em julho do ano passado, após ter ajudado a viabilizar a vinda de outro gigante do fast food para o Brasil em 2016, o Taco Bell, então como gerente geral da marca no país.

A plataforma de delivery deve entrar em operação em 2020. Até lá, outras ações estão em andamento: promoções coordenadas; renovação do design das unidades; novos aplicativos; introdução de uma plataforma com 19 ingredientes a partir de julho e testes de novas formas de atendimento, com funcionários treinados para ter uma atuação mais ativa, sugerindo novos ingredientes e criações aos clientes, principalmente aos mais indecisos.

Essa última abordagem, já em teste em algumas unidades, tem aumentado de 19% a 21% as vendas para os franqueados.

No caso das promoções, a rede entrou por último na briga entre McDonald’s e Burger King, mas tem visto sua promoção de dois sanduíches por R$ 14,90 aumentar as vendas em 31%.

Machado não abre números de faturamento locais, mas diz que o crescimento nesses primeiros quatro meses do ano em relação ao ano passado está entre 2% e 3%. “Ou seja, estamos estáveis. Como disse, nossa missão é mesmo aumentar a rentabilidade dos nossos franqueados neste ano”.

Ele conta que a abertura de novas lojas cresceu absurdamente nos últimos anos, mas que muitas delas não foram bem posicionadas. “Queremos melhorar isso”.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior mercado do Subway no mundo, atrás de Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental.

Ainda no início de 2017, conta Machado, o país quase passou a Europa, mas tudo foi por água baixo depois de maio, quando as denúncias de Joesley Batista contra o então presidente Michel Temer estouraram. No mundo, a empresa tem mais de 43 mil restaurantes.

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